terça-feira, 10 de setembro de 2013

Casamento de Marianne e Danilo!!!

   Esse foi sem dúvida um dos melhores casamentos que fui na vida. E eu tive a honra e o prazer de fazer, junto Joana Pena, as artes da papelaria desse casório. E pude acompanhar de perto o trabalho que é organizar um casamento, Mari tá de parabéns a cerimônia foi linda e a festa um arraso, valeu a pena todo o esforço!!
O cenário escolhido:  a famosa e paradisíaca praia dos carneiros.  A cerimônia aconteceu na igreja de São Benedito e a recepção/festa foi na pousada praia dos carneiros.
  Como não sou muito de escrever vou mostrar as fotos desse dia para vocês sentirem um pouco do clima desse dia tão especial. E aproveitarem para apreciar meu trabalho!!



Olha que linda a  igreja, essa foto foi tirada no dia do casamento de Mari.


A chegada da Noiva na Igreja!!!



 Chuva de arroz para dá sorte!



Os recém-casados!!! 


                                                                                
A chegada dos noivos na pousada.



Amigas em momento de descontração!!



Adoro a Lenda de que quem pegar o buquê é a próxima a casar!!


A festa foi incrível, bebi e dancei ao som de Eddie e Lala K, dá pra imaginar que a ressaca foi tão grandiosa como a festa.



A dança dos noivos, e eu ali de chapéu, vestido vermelho e uma cerveja na mão!!


Eu não disse que a noiva arrasou, olha o bolo!! 


As artes!!

Joana ilustrou dois desenhos para o casório, um passarinho e um casal inspirado nos noivos e eu desenvolvi o material gráfico usando os desenhos de Joana.


Desenhos de Joaninha, Joana Pena.



A identidade visual usada em toda papelaria do casório.


Eu excluí as cores do desenho do passarinho e criei esse pattern usado na papelaria.
Papel de recados para os noivos, usei novamente o passarinho sem o fundo e diminuí a opacidade (transparência) para ficar mais clean.


O desenho dos noivos, sem o fundo usado na decoração da festa.


Cardápio.



A papelaria reunida!!!



Paulinho no colo da mama Joana e Eu, a ilustradora e a designer respectivamente!!!
Carolina Pires fez um registro lindo desse dia, quem quiser ver um pouquinho mais desse dia é só clicar aqui: http://carolinapires.com.br/blog/casamentos/casamento-na-igreijinha-de-carneiros/

- FIM -



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Processos de obtenção de um rapport.

Oi, Gente,

Sempre tive vontade de fazer um post sobre processos de obtenção de um rapport mas acabava desistindo por pura preguiça. Recentemente, tive que fazer um artigo para a minha pós-graduação e adivinha qual foi o tema escolhido? Processos de obtenção de um rapport!!! 
Resolvi dividir com vocês!!!!(como se esse blog tivesse pencas de leitores).
Mas antes de começar preciso explicar algumas coisas, antes que vocês se perguntem, o que diabo é rapport? Rapport é o nome dado ao módulo que se repete em uma padronagem, é uma palavra de origem francesa que significa padrão. Já fiz um post sobre isso mas faz tanto tempo que achei melhor falar novamente.
Para desenvolver uma estampa ou uma padronagem corrida o criador precisa conhecer algumas técnicas de obtenção de um rapport, algumas são bem simples e de fácil identificação como no caso dos azulejos e dos ladrilhos hidráulicos, outras são mais complexas e só olhos muito bem treinados conseguem identificar onde acaba e onde começa o módulo.
Um exercício que eu recomendo para quem está começando é procurar o módulo em alguma estampa.
Obs.: nem sempre você conseguirá encontrar o módulo, pois o mesmo pode ter sido cortado, como no 
caso de um biquíni.

Abaixo um exemplo de um rapport de fácil identificação:

     Fig. 01-  Projeto que desenvolvi para um blog de culinária. Fonte Própria.

Obs. 02: Não existe uma técnica certa ou muito menos uma errada e sim um projeto bem pensado, levando em consideração o público-alvo e a técnica de impressão utilizada. Por exemplo: Se o público escolhido pertencer a classe C, esse projeto não poderá ser impresso em estamparia digital que encareceria muito o projeto.

As técnicas de obtenção de rapport são chamadas de sistemas de repetição, maneira como o módulo se repetirá na superfície em intervalos constantes.  A escolha do sistema utilizado na criação dependerá das especificidades do projeto, e cabe ao criador habilidade para escolher o sistema que melhor se encaixe. Existem diversas possibilidades de encaixe dos módulos ou sistemas de repetição. 
                                    Fig. 02- Fonte propria.
Tipos de Sistema

Sistemas Alinhados: Como o próprio nome sugere, no sistema alinhado, os módulos se mantém alinhados tanto no sentido longitudinal (na vertical) como no sentido transversal (na horizontal). Nesse sistema, os desenhos podem variar a posição no interior da módulo. Sendo essas variações podem ser de translação, rotação e reflexão.

Fig. 03- Sistema de repetição alinhado.  Fonte própria.



Sistemas não-não alinhados: Nesse caso, os módulos deslocam-se longitudinalmente ou transversalmente, não podendo apresentar os dois deslocamentos ao mesmo tempo. Esse deslocamento pode ser determinado pelo designer, sendo o mais comum o deslocamento de 50%.  Esses sistemas também oferecem as possibilidades de deslocamento do sistema alinhado (translação, rotação e reflexão).
                                             
Fig. 04- Sistema de repetição não-alinhado.  Fonte própria.



Sistema progressivo: São os que encerram a mudança gradual do tamanho das células (dilatação ou contração), obedecendo às lógicas de expansão predeterminadas. Ex: Fractais e as estrturas do trabalho de Escher.
                      Fig. 05- Uma das padronagens de Escher.




Multimódulo: Origina-se a partir da composição de diversos tipos de módulos menores formando um módulo maior, aumentando assim a as possibilidades combinatórias. Abaixo, o quadrado com a linha vermelha representa o multimódulo..
                                             




Composições sem encaixe: São padronagens que apesar de proporcionarem harmonia visual não possuem encaixes, apesar de semelhantes, os módulos possuem desenhos diferentes.  RÜTHSCHILLING, 2008). Se encaixam aqui trabalhos artesanais que vão desde de estamparia manual em tecido, tapeçaria e trabalhos manuais em papelaria. 
Athos Bulcão desenvolvia módulos (no caso azulejos) simples que podiam ser aplicados livremente, não desenvolvia seu trabalho pensando no encaixe, deixando o resultado final da padronagem nas mãos de quem fosse colocar os azulejos. Apesar de aplicar o conceito de "não-encaixe" dos módulos o resultado final proporciona uma harmonia visual.
Obs.03: Nem todo o trabalho de Bulcão ele aplica o as composições sem encaixe.


                 Fig. 06- Tapeçaria de Gunta Stolzl.

Na imagem acima, apesar de não haver encaixe o desenho da tapeçaria proporciona harmonia visual. Gunta Stolzl, foi aluna e diretora da oficina de tecelagem da Bauhaus, escola de artes referência para profissionais de design e de arquitetura. Uma curiosidade, apesar dos avanços nas áreas de design e arquitetura introduzidos pela Bauhaus, as mulheres só frequentavam os ateliês de Tapeçaria.

           
Fig. 06-  exemplo de composição sem- encaixe de Athos Bulcão.

Na imagem acima, Painel de azulejos, Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados - CEFOR, 2003. Brasília – DF. 

Fig. 07-  exemplo de sistema alinhado. Translação  de Athos Bulcão.

Painel de azulejos, Brasília Palace Hotel, 1958. Brasília – DF, projeto de Oscar Niemeyer.

Tentei falar um pouco superficialmente dos processos de obtenção de um rapport de forma simples e objetiva. 
Caso você queira se aprofundar no assunto recomendo os livros que usei como fonte de pesquisa.

Bibliografia
PIRES, Dorotéia; et al. Design de moda: Olhares diversos. Ed. Estação das letras. Barueri, 2008.

RUBIM, Renata. Desenhando a superfície. Ed. Rosari. São Paulo, 2004.

RÜTHSCHILLING, Evelise. Design de Superfície. Ed. da UFRGS. Porto Alegre, 2008.

beijos e até breve!!




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Nação Apache- Trabalho de conclusão de Curso

Meu trabalho de conclusão de curso foi feito em parceria com a querida Louise Vas, uma das sócias da Rush praia. 
Mais ou menos no fim do ano passado Louise ou Loulou como a chamo carinhosamente, me convidou para desenvolver junto com ela as estampas para a coleção de verão da sua marca o que seria também o nosso trabalho de conclusão de curso da pós que cursamos juntas. A coleção Nação Apache surgiu após a viagem da equipe Rush Praia pelos estados do oeste americano e se baseou nas tradições das principais nações indígenas do velho oeste americano, traduzidas para a moda praia. 
Para saber mais sobre a coleção e sobre a Rush Praia é só clicar aqui: http://www.amobiquini.com.br/

Desenvolvi a estampa dreamcatcher e um acessório usado em biquínis.

 Estampa dreamcatcher



 Acessório banhado a ouro.

Capibaribe

Projeto individual.
Capibaribe é uma homenagem a cidade do Recife seus rios e suas pontes. Para a criação do modelo basei-me na ponte da Boa-Vista ou ponte de ferro como é reconhecida. A estamparia é uma homenagem  ao Jacaré-de- papo-amarelo que insiste em sobreviver nas poluídas águas do capibaribe. A cartela de cores foi minha leitura das cores que se refletem no espelho d'água.


Infantil

 
    Trabalho para uma marca de roupas infantis pernambucana.

Tropicalismo selvagem

Projeto individual e fotomontagem.


Estampas armoriais!




   Trabalho desenvolvido a partir de um estudo dos mosaicos do Paço Alfândega.